CBV cancela Superliga Feminina e Masculina de Vôlei por conta da pandemia covid-19

Da Redação 

Após reunião com os clubes, a Confederação Brasileira de Vôlei determinou o cancelamento da Superliga Feminina de vôlei. Na conversa, ficou decidido que não haveria tempo hábil para terminar a edição 2019/2020 por conta da pandemia do coronavírus. Como a previsão é que a crise de saúde ainda dure pelo menos mais dois meses, os clubes precisariam esperar para tentar dar prosseguimento ao torneio em junho. A Superliga Masculina seguirá pelo mesmo caminho.

Com a decisão, as Superligas 2019/2020 ficarão sem campeões definidos. No masculino, ainda faltava uma rodada para fechar a primeira fase, com Taubaté liderando com 54 pontos e o Cruzeiro logo atrás com 53. No feminino, as equipes se preparavam para as disputas das quartas de final. O Praia liderou a primeira fase com 58 pontos seguido muito perto por Sesc (57) e Minas (57).

Esta será a primeira vez na história que a Superliga terminará sem um campeão. Desde 1976, com a organização do primeiro campeonato nacional, em todas as temporadas uma equipe levantou o troféu.

A longa espera seria inviável para algumas equipes, já que os contratos da maioria dos atletas se encerra em maio e os clubes não teriam orçamento para estender esse prazo. Além disso, é difícil saber como ficará o calendário mundial. Se os Jogos Olímpicos se mantiverem na data planejada, seria difícil encaixar a reta final da Superliga nesse espaço.

A CBV confirmou o cancelamento em nota oficial após o fim da reunião, assim como o fim do ranking da Superliga Feminina, ponto que gerou polêmica na última semana.

Foto: CBV