Abate de bovinos no 1º trimestre tem menor nível em 8 anos, diz IBGE

Da Redação

O abate de bovinos no Brasil no primeiro trimestre de 2020 recuou 8,5% em relação a igual período do ano passado, chegando ao menor nível desde 2012, disse nesta quarta-feira (10) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), enquanto os abates de frango e suínos registraram recordes.

Foram abatidas 7,25 milhões de cabeças. Na comparação com o quarto trimestre de 2019, a queda foi de 10,2%, segundo o IBGE, que não detalhou razões para o resultado, mas afirmou ter registrado recuo nos abates em 20 estados – incluindo Mato Grosso, principal Estado no abate de bovinos, onde houve retração de 120,7 mil cabeças.

Ainda em março, frigoríficos do país começaram a reduzir as operações de abate e os volumes de produção de carne bovina como estratégia para combater o novo coronavírus, diminuindo, assim, a circulação de pessoas nas unidades.

Mesmo com a medida, o registro de casos positivos da Covid-19 entre funcionários de frigoríficos é crescente.

O abate de suínos também obteve forte resultado nos três primeiros meses de 2020, atingindo 11,88 milhões de cabeças, recorde histórico para um primeiro trimestre. No ano a ano, a alta foi de 5,2%, embora na comparação com o quarto trimestre de 2019 seja verificada leve queda de 0,2%.

Principal estado no abate de suínos no país, Santa Catarina registrou 28,3% da participação nacional no período, com avanço de 352,09 mil cabeças, de acordo com o IBGE.

No acumulado do ano, o volume de frango exportado chegou a 1,764 milhão de toneladas, 4,9% acima do efetivado entre janeiro e maio de 2019, com 1,681 milhão, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Os embarques de carne suína cresceram 34% no período, para 383,2 mil toneladas.