Classe artística é homenageada no Prêmio MT Artes

Além de quinze premiados em cinco categorias, foram homenageados o secretário Beto Dois a Um, Clóvis Matos e o grupo de voluntários “É o Bicho”

Da Redação

Celebrar a cultura de Mato Grosso. Esta frase resume bem o primeiro Prêmio MT Artes, realizado em noite de gala, nesta quarta-feira (09), no Cine Teatro Cuiabá. O evento destacou importantes obras e artistas da cultura mato-grossense que contribuíram para manter acesa a chama da arte em tempos de pandemia. 

O Prêmio MT Artes existe para homenagear e celebrar o setor cultural de Mato Grosso e também ampliar a visibilidade das produções artísticas produzidas durante o período de pandemia. A premiação foi dividida em cinco linguagens artísticas, cada uma com dez indicados, dos quais foram eleitos três vencedores de cada segmento: artes visuais, audiovisual, dança, literatura e teatro.

“Esse Prêmio foi criado para valorizar a cultura de Mato Grosso. É importante dizer que não se está premiando os melhores, e sim indicando alguns trabalhos para fortalecer a classe artística, para que as pessoas percebam a importância da arte e da cultura neste momento de pandemia. O que tem amenizado nossas dores e acalmado nossos corações neste momento tão difícil é a cultura”, explica Flávio Ferreira, diretor do Cine Teatro Cuiabá e da MT Escola de Teatro.

“O Prêmio MT Artes é de suma importância porque valoriza a cultura, fundamental para que passássemos por este momento difícil. Nosso segmento foi impactado diretamente com a pandemia e a arte ajuda muito a controlar nosso emocional. Parabéns a todos por essa realização e me coloco a disposição sempre, para que possamos juntos levar a cultura para os quatro cantos de Mato Grosso”, disse o secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Beto dois a Um.

Na categoria artes visuais, venceram Kaji Wauja e Makalu, por suas criações em cerâmica, representando o Parque Indígena do Xingu; Mari Gemma, de Cuiabá, premiada com a exposição digital Porto Kyvaverá; e Sol Ferreira, de Várzea Grande, premiada com a obra Manga Coração de Boi.

Na categoria audiovisual venceram “As mãos Beneditas de Justina”, de Isabela Ferreira; “Missivas”, de Caroline Araújo e Mauricio Pinto; e “Vitamina D”, de Severino Neto e Diego Medvedocky.

Na categoria dança, os vencedores foram a Escola Municipal de Dança, de Primavera do Leste, por “conSente”; Estúdio CLAZ, de Cuiabá, por “Desassossego”; e Grupo de Dança de Rua, de Cáceres, pela obra “Intense life”. 

Na categoria literatura, os premiados foram “Eles não podem tirar isso de mim”, de Eduardo Mahon; “A Menina Capu e as tintas mágicas”, de Capucine Picicaroli e Marta Cocco; e Aclyse Mattos.

Na categoria teatro, os vencedores foram “Depois do fim do mundo vem sempre um outro dia”, dos estudantes do Núcleo 2 da MT Escola de Teatro; “Fiu Fiu – O encontro entre Pássaros”, Grupo Tibanaré; e “O que restou do bairro silenciou a mulher na quarentena”, de Ariana Carla.

Johnny Everson e banda, o grupo de cururueiros Siriri Elétrico, a cantora trans Seven Monica, o dançarino Nicolas e a dupla sertaneja  Dois a Um realizaram apresentações entre as premiações. O Prêmio MT Artes é uma parceria entre o Cia Cena Onze, Adaap e Unemat.

Homenagens

O secretário Beto Dois a Um foi um dos homenageados da noite, ao lado de Clovis Matos pelo projeto de resistência e inclusão literária que já distribuiu mais de 140 mil livros em 15 anos e “É o Bicho”, grupo de voluntários defensores da causa animal que esteve à frente de importantes ações de combate aos incêndios do Pantanal em 2020, acolhendo e tratando animais que sobreviveram à tragédia ambiental.

A escolha de Beto se deu em função da “atuação fundamental na Lei Aldir Blanc em Mato Grosso, tornando possível a sobrevivência da cultura no período de pandemia”. 

“Beto é um homem comprometido com a cultura e carrega a arte nas veias, já que é músico, compositor e gestor cultural, com forte sensibilidade artística”, disse o ator Romeu Benedicto, ao convidá-lo para subir ao palco do Cine Teatro Cuiabá.

Foto por: João Felipe

“A cultura transforma e resiste a tudo. Resiste ao tempo, à política, e está resistindo a esta pandemia tão cruel. Esse prêmio não é meu, é de toda a Secel. Preciso dizer isso para honrar o trabalho que tem sido realizado. Eu me sinto um privilegiado por ‘estar secretário’ em uma época tão difícil, rodeado de gente aguerrida, e poder colaborar com toda força que for possível dedicar. Sinto-me o cara mais feliz do mundo por fazer parte desse time. Repito, esse não é só meu, é de todos nós da Secel”, disse Beto.

Antes de chamar seu parceiro Ivan ao palco para encerrar a noite de premiações cantando canções da dupla Dois a Um, o secretário Beto adiantou: “Quero deixar uma mensagem de otimismo, nem só de Lei Aldir Blanc vive a Secel. Teremos muitos editais este ano, recursos importantes para que possamos manter a engrenagem se movimentando. O governador Mauro Mendes entende a urgência da cultura e está engajado nessa causa. Aguardem que estamos preparando muitas novidades”.

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