Dor glútea: o que pode ser?

Por: Dr. Carlos Augusto Costa Marques

Você sente um desconforto ou dor na lateral do quadril, principalmente ao deitar-se sobre ele? A dor glútea, ou dor nas nádegas, pode ser um sinal de tendinite glútea. Vamos entender mais sobre este distúrbio, a seguir.

 

Dor glútea

Foto: Ilustração

Características da dor glútea

A principal característica da dor glútea é o desconforto ao deitar-se sobre o lado afetado do quadril. Subir escadas e caminhar por muito tempo também pode ser difícil para quem sofre com o distúrbio. Outras características da dor glútea incluem:

  • dor ao ficar de pé ou sentado por muito tempo;
  • aumento da sensibilidade na lateral do quadril;
  • dor à palpação;
  • dor mais intensa à noite e ao acordar;
  • dificuldade de sentar com as pernas cruzadas;
  • inchaço na lateral do quadril;
  • sensação de calor e vermelhidão;
  • sensação de dor irradiada na parte externa do joelho e nas nádegas;
  • sensação de estalo no quadril ao caminhar;
  • dificuldade para subir e descer escadas.

O que causa a dor glútea?

Existem diferentes causas para a dor na lateral do quadril, mais especificamente nas nádegas, que podem incluir traumas ou quedas. Até mesmo a prática de exercícios físicos em excesso pode gerar alguma sensação desconfortante nos glúteos. 

De toda forma, quando a dor na lateral do quadril é persistente, podemos ter um quadro de tendinite glútea, ou tendinopatia do quadril. O problema diz respeito à uma lesão de um ou de todos os tendões glúteos, gerando dor e disfunção dos músculos para suportar as atividades diárias. 

A tendinopatia glútea também pode estar associada à bursite trocantérica. Para entender melhor o problema, é preciso saber que existem três músculos glúteos que constituem as nádegas: o glúteo máximo, médio e o mínimo. 

Os três se originam no íleo e no sacro e se inserem no fêmur. Sua função é possibilitar o movimento do quadril e sustentar o peso do corpo durante o movimento, como corridas e caminhadas. A tendinopatia glútea pode ser especificamente descrita como tendinopatia do glúteo máximo, do glúteo médio ou tendinopatia do glúteo mínimo.

O problema ocorre como consequência da redução de força desses músculos, gerando dor e instabilidade do quadril.

Fatores de risco para a tendinite glútea

Mulheres no período da menopausa são as mais afetadas pela doença. Jovens praticantes de atividades físicas que geram impacto repetitivo nessas estruturas, como corredores de maratona, também estão mais suscetíveis à tendinopatia. Jovens que fazem muito exercício apenas para peitoral e braços também podem ser comprometidos por fadiga, mesmo não trabalhando essa musculatura.

Outros fatores que favorecem a tendinopatia glútea incluem:

  • alteração no tamanho entre as pernas;
  • prática de dança;
  • quadril largo – mais comum em mulheres;
  • sobrepeso e obesidade;
  • fraqueza muscular nos glúteos;
  • diabetes;
  • distúrbios preexistentes na coluna.

Tratamentos indicados para a dor glútea causada por tendinopatia

O tratamento conservador, neste caso, pode ser eficaz na maior parte dos casos. Ou seja, o médico especialista poderá indicar apenas o repouso, aplicação de compressas frias, além de fisioterapia, academia, treino funcional, dentre outros. 

Se você sofre de dor glútea, não exite em procurar por ajuda médica!

 

 

*Dr. Carlos Augusto Costa Marques é cirurgião da coluna vertebral em Cuiabá